segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

o brilho do teu olhar

Entendo, mesmo a custo, física de partículas
Trato por tu, há quanto, todo o sistema solar
Na estrada sei dos carros todas as matrículas
É meu irmão o mícron, o neutrino e o pulsar.

Coisas complexas de entender, sei eu bem
Sempre a variar nas mentes dos cientistas;
Coisas que, a fundo, nem as sabe ninguém,
Incluso talvez o maior de todos os artistas.

Mas mesmo sabendo tudo isso que sei eu,
Até certezas algumas que poderia ensinar,
Sei que nem roubando o fogo a Prometeu
Entendo, só um pouco, teu brilho d’ olhar.

2 comentários:

cientista disse...

Vi um resto de olhar na lágrima de Gedeão
e obriguei-me à ciência.
Mas tem razão
nem com muita paciência
se consegue perceber
o brilho do olhar.
A meu ver,
ele ainda falta inventar.

cientista mais atento disse...

Gedeão não sei..só conheço o Armagedeão ( o filme...)
Mas já o Sérgio cantava:" com um brilhozinho nos olhos" pelo que se calhar ele também é cientista e inventor.
O brilho do olhar não se inventa, entenda-se ou não, mas sente-se, vê-se... mesmo de óculos escuros