sábado, 23 de fevereiro de 2008

uma história verdadeira



Só o conhecia em lígua espanhola. Tal como a generalidade do Roth, mostra uma serena angustiosa escrita, com o muito de pessoal que não ignora a universalidade de todos. Agora, na língua de cá da fronteira, será interessante repetir. Vou correndo. Darei notícias.

4 comentários:

AM disse...

Gosto muito e muito. Um autor completo, que a idade acrescentou. Bom será que os tradutores se não esqueçam logo do primeiro e profundamente significativo, o Goodbye, Columbus. Além deste e de outros os outros, especialmente me agrada a parte final de "Casei com um comunista" (quando, no céu estrelado, cada qual tem uma estrela).

Anónimo disse...

A construção do personagem principal não precisa de artifícios, melhor dito, não os pode ter, porquanto se tem que bastar com a verdade da história e, ao respeitá-la, garantir a forma e a fórmula literária. O adorno tem que ser subtil, para que o realismo permaneça em romance. Com aparente simplicidade, é um livro maravilhosamente construído, transmitindo a ideia de toda a vida ser literária, mormente se é a vida do pai de um grande escritor. Um dos que preenche a meia-dúzia do top dos vivos.

Anónimo disse...

Acho muito interessante como Roth acompanha a fase terminal do pai, mas sempre a adorna com a lembrança (presente) da mãe, quer nele (que escreve, quase sempre em primeira pessoa) quer no reflexo directo que tem no pai, mesmo antes da sua fase mais frágil.E, nesse envolvimento, vai recuperando as memórias mais antigas, quase sempre com a apresentação directa da (directa) memória do pai em relação ao ambiente que o rodeava. Um livro de fragilidade e memória e de como tudo é "o que é" (passe a expressão rídicula, mas talvez menos, aqui), sem fantasias que não destruam a realidade, salvo no que a fantasia pode ser real.

Anónimo disse...

Ando a ler. Acho muito interessante. Por vezes, é forte. mas é assim a vida. E o fim dela, claro.