quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Primavera de Praga

A Primavera de Praga, aconteceu em 1968 na Tchecoslováquia. Foi um movimento liderado por intelectuais reformistas do Partido Comunista checo interessados em promover grandes mudanças na estrutura política, económica e social do país. A experiência de um "socialismo com face humana” foi comandada pelo líder do Partido Comunista local, Alexander Dubcek. A proposta surpreendeu a sociedade checa, que em 5 de Abril de 1968 soube das propostas reformistas dos intelectuais comunistas. O objectivo passava por retirar o cariz “stalinista” do sistema socialista checoslovaco, garantindo liberdades e direitos até então vedados como a liberdade de imprensa, o poder judiciário independente e a tolerância religiosa.
As propostas foram apoiadas pela população. Acreditavam que era possível transformar, pacificamente, um regime ortodoxo comunista para uma social-democracia aos moldes ocidentais. Com estas propostas, Dubcek tentava provar a possibilidade de uma economia colectivizada conviver com ampla liberdade democrática.
A União Soviética, temendo a influência que uma Tchecoslováquia democrática e socialista, independente da influência soviética e com garantias de liberdades à sociedade, pudesse passar às nações socialistas e às "democracias populares", mandou tanques do Pacto de Varsóvia invadirem a capital Praga em 20 de Agosto de 1968. Dubcek foi detido por soldados soviéticos e levado a Moscovo. Na cidade de Praga a população reagiu à invasão soviética de forma não violenta, desnorteando as tropas. A organização quase espontânea foi em parte liderada pela cadeia de vários pequenos transmissores construídos às pressas por membros do exército checo Os russos conseguiram uma ocupação total em poucas horas, porém chegaram a um impasse político, as diversas tentativas para criar um governo colaboracionista fracassaram e a população checa foi eficiente em minar a moral das tropas. No dia 23 iniciou-se uma greve geral e no dia 26 publicou-se o decálogo da não cooperação: não sei, não conheço, não direi, não tenho, não sei fazer, não darei, não posso, não irei, não ensinarei, não farei!
Enquanto isso, os raptores contavam a Dubcek que a população checa estava sendo massacrada como fora a população húngara 12 anos antes, o que o levou a assinar um acordo de renúncia.
Um dos livros que fazem referência à Primavera de Praga é "A Insustentável Leveza do Ser", de Milan Kundera. Relata o Amor de dois casais e seus conflitos amorosos. Bastante repetição de acontecimentos. Vistos de outros ângulos. Óptima leitura para quem quiser se "familiarizar" mais um pouco com a Primavera de Praga.
Fonte: wikipedia

4 comentários:

ZaniNE disse...

Eu já li. Adorei, devo dizer.

"São precisamente as perguntas para as quais não há resposta que marcam os limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência."

Parte 4, Cap. 6.

Dedalus disse...

Também li esse clássico. E, como é bem referido no comentário, são muitas as perguntas sem respostas. Dizia Pessoa que às vezes é mau perguntar porque pode haver resposta. Aqui será bom perguntar, independentemente da resposta.

AugustoMaio disse...

E quarenta anos se foram nas voltas que o mundo deu e continuará a dar.
E o livro, caros e ilustres comentadores, é uma doçura (agora ando nos doces!!!), claro.

Passiflora Maré disse...

O livro é mesmo uma doçura.
Li-o quando tinha pouco mais de vinte anos, penso que em francês e, então nessa altura, em que também vi o filme, é que ele foi doce!!!!