sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Nos teus lábios, como braços

Faz um calor intenso e eu sufoco
Há uma luz imensa. Não suporto.
Riste-te até mim, como só sabes
E teus alvos braços abres
Como os abrem as aves.

Queres-te, queres-me. Inteira. Inteiro.
Quem ganhar chega primeiro
E festeja com foguetes e cerveja
Nos lábios do mundo. Que eu veja
Só de memórias nos olham à inveja.

E não aguento de tão grande a alegria
Quero-te antes, no longo da noite fria.
Quero sofrer para te gozar
E sinto arrepios d’embalar:
Quero frio, quero chuva, quero mar.

Amar-te é um fio de prumo desviado
O balançar do teu corpo esticado
Desligado?

Um arrepio, um assobio.
Um medo, um rochedo.
Uma asneira, uma fogueira.
Uma asma
Um fantasma.

Um tudo. Mudo. Surdo.
Ledo e quedo.
Um compasso ou um passo.
Um fulgor. É amor.

6 comentários:

Teresa de Sousa disse...

Por falar em amor...

Take Me...

Take me to several places
Always holding my hand
Show me different faces
Show me the promised land

Take me there, take me soon
I want to laugh or to cry
When seeing the sun, the moon
The clouds, the beautiful sky

Take me to exotic beaches
To feel the waves, to feel the sand
To touch the shells and the fishes
Take me to no man's land

Take me with you in a dream
Take me all over the world
But hear my voice, hear my scream
And always take me as your girl...

Passiflora Maré disse...

Bem, caro Augusto o poema é belo, de adolescente...
Mas adorei a sua !Luminosa Sombra!
è msmo um jogo de luz e sombras com belas fotos silenciosas e camaliónicas, naquele ambiente!

Sim eu digo disse...

Vim me deslumbrar com teus poemas...

AugustoMaio disse...

Bondade vossa(s)

AP disse...

Não podemos confundir:

Amor com dor;
Paixão com punição;
Ternura com mesura;
Abraço com compasso;
Piropo com arroto;
Companhia com fobia;
Desejo com lacrimejo;
Saudade com validade!

Amar é:
Colher na Primavera Tulipas de cor amarela;
Sentir no Verão o vendaval frio da paixão:
Ter no Outono um jardim de sonhos embriagados com medronhos;
Viver no Inverno o calor de um amor eterno.
(Que pelo menos dure do Natal ao Carnaval!)

AugustoMaio disse...

gostei, ap