sábado, 15 de novembro de 2008

2.

Quando me perguntas se a aurora
é constante
(querendo assim dizer que
a persistência te justifica o som)
só porque,
na idade que tens por tua,
te dá o esporádico medo da noite fria;
só porque,
se não adormeces no instante do desejo,
o devaneio apodera-se do escuro
que te envolve
(e é ele que decide - acrescentas)
- ...
quando o perguntas
(quanto o perguntas!)
queres uma resposta que não tenho.

2 comentários:

Sensai disse...

A impaciência de amor que cria a necessidade de respostas não chegam. Acariciante psicológico, via orelha.
BEIJO.

Passiflora Maré disse...

Basta uma resposta com um olhar de apreço...