sábado, 4 de outubro de 2008

liberta-me

Ah!, liberdade que me corrói a firmeza da vontade;
a ti me entrego em desmedida negação de sobras reservas
e fico preso à ânsia de nunca querer um rumo certo,
uma responsabilidade.

“Vou ausentar-me por algum tempo”, se assim
me deixares ser sério:
Era uma vez na América –
Brindo ao fim da lei seca,
ao último carregamento!
Quem é que vai querer beber aqui ilegalmente?

Deita uma frase e eu construo um verso;
lança um sorriso e eu lavro um poema.
Que pena:
Grita um grito e eu fico!
Não:
Liberta-me desta liberdade.

e. u. m., P.I

4 comentários:

zoraida999 disse...

Muy bonito. Gracias por pasar. Leere poco a poco tu blog porque el portugues me cuesta....

R. disse...

Gostei tanto...

AugustoMaio disse...

Gracias.

Gracias e obrigado

Marta Vasil disse...

Obrigada por ter visitado Lua com Dona.

Dei apenas uma olhadela enviesada ao seu blogue e cativou-me . Voltarei.


Excelentes primeiro e últimos versos deste soberbo poema.

MV