sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Janelas de escuro

Vou abrir as janelas
à luz futura.
É tarde e escuro,
o sono cambaleia-me.

Se dormir com os olhos
cerrados de paz,
como um fecho que me acorrenta
na permissão dos sonhos,
perco o levantar da manhã.
Mas ela há-de espreitar
as janelas abertas
e combinar com o Sol
um acordar de menino.

Depois, amanhã,
hei-de abraçar o mar
com o corpo inteiro.
Já então a luz
me elogiara a ideia.

e. u. m., P.I.

5 comentários:

Passiflora Maré disse...

Amanhã hei-de fazer
do meu corpo nuvem.
Baixá-la sobre o mar.
Nele me estender!
E depois começar a fumegar,
como se estivesse a arder.

AugustoMaio disse...

Lindo, lindo.

Tal como -merecedor de - Magnólia

AugustoMaio disse...

O comentário, é claro...

Passiflora Maré disse...

Obrigada caríssimo Augusto. Belo o seu poema, que me inspirou.

Eärwen Tulcakelumë disse...

Belo teu poema. Janelas de escuro que buncam a luz...

Pérolas incandescentes de inspiração.

Eärwen