domingo, 27 de abril de 2008


5 comentários:

Anónimo disse...

Por baixo do teu vermelho há uma azul de anil
que confunde o tempo em mil;
mil pedaços de vento,
mil pedaços de aurora
mil sorrisos de criança
essa lembrança sem demora

Do tempo em que o azul do mar
era o azul dos olhos;
eram os folhos
do teu vestido de málmequer.

Lembras-te do sítio do pica-pau amarelo?
Que bom era vê-lo de riso repartido.

Depois lanchavamos pão com marmelada
e a tua mão acrescentava uma torrada,
antes de irmos brincar com as pombas.

vm disse...

Estas "flores" são especiais para mim. Levam-me à infância...
Com elas pintava as unhas, ficavam lindas!
Há muito que não as vejo,obrigada.
Adorei a fotografia.

maria gv disse...

"O riso é a mais útil forma da crítica, porque é a mais acessível à multidão. O riso dirige-se não ao letrado e ao filósofo, mas à massa, ao imenso público anónimo."

Eça de Queirós

Muito riso....pouco siso...e muito pouco de muito MAIS!

Anónimo disse...

Mais uma noite que passa
E eu não decido ou assumo
Ficar de vez nesta casa
Ou nessa onde às vezes durmo

Ter só o amor de sempre
Deixar o que é proibido
Já tentei mas simplesmente
Não sei se quero ou consigo

Estou entre duas vidas e já não sei
Viver apenas uma e outra deixar
Pois gosto da paixão que uma delas tem
E adoro o amor que a outra também me dá

Estou entre duas vidas e já não sei
Se vou viver só uma alguma vez
Peço perdão às duas e a Deus também
Por não querer acabar este amor a três

Estou entre duas vidas, e já não sei

Sei que só há uma maneira
Que é ser de uma só mulher
Mas por mais que a razão queira
O meu coração não quer

Resta-me então uma saída
Que é fazer o que ele diz
Deixar que o tempo decida
E até lá ser feliz

Anónimo disse...

Como se chamará esta flor que, bela como é, belo nome merecerá.