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sábado, 19 de junho de 2010

De uma Nobel mais recente

A felicidade é uma coisa repentina.
(...)
A felicidade da boca quer estar só, é muda e com raízes por dentro. Mas a felicidade da cabeça é sociável, exige a presença dos outros. É uma felicidade que vagueia errante e também corre atrás, coxeando. Dura mais do que aquilo que consegue aguentar. A felicidade da cabeça é fragmentada e de difícil selecção, mitura-se a seu bel-prazer e transforma-se rapidamente de
felicidade clara
em felicidade
escura
apagada
cega
frustrada
clandestina
volúvel
hesitante
impetuosa
impositiva
tremida
desmoronada
renunciada
acumulada
conspirada
burlada
gasta
esboroada
confusa
emboscada
espinhosa
podre
reincidente
atrevida
roubada
desperdiçada
residual
falhada por um fio
Herta Muller, Atemschaukel
Tudo o que eu tenho trago comigo, D. Quixote

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Nascido a 7.11.1913

Tragicamente desaparecido no percurso de uma carreira sempre ascensional, galardoado com o Nobel três anos antes, continua a ser uma figura do maior relevo nas letras mundiais. A sua obra é um depoimento vibrante e veemente sobre o homem do seu tempo, mas igualmente sobre o homem de hoje, e é servida de uma estética ímpar. Os mais agudos problemas existenciais encontram-se traçados, pela sua arte, com beleza e lucidez.

Albert Camus

Nasceu em Mondovi, Constantina, na Argélia, no dia 7 de Novembro de 1913 (há precisamente 95 anos) e morreu num acidente de viação em Janeiro de 1960, quando regressava a Paris de uma digressão na província. Em condições difíceis efectuou os seus estudos na Faculdade de Argel, recorrendo a diversos empregos para custear a vida de estudante: vendedor de acessórios para automóveis, metereologista, empregado de escritório e empregado da polícia. Enquanto isso, dedicava-se ao desporto e animava um grupo teatral, o L´Équipe.
Licenciado em Filosofia, a doença impediu de levar mais além a sua carreira académica de professor. Tornou-se jornalista e, com a invasão da França ingressou na Resistência. Quando se dá a Libertação ele é o redactor do jornal Combat. Entretanto, o seu nome subiria ao mais alto patamar das letras francesas e mundiais e, em 1957, a consagração dá-se com a atribuição do Prémio Nobel da Literatura.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Som e Fúria

Nascido em New Albany a 25 de Setembro de 1887, William Cuthbert Faulkner é considerado um dos mais emblemáticos escritores norte-americanos do século xx.
Narrou o declínio do Sul dos Estados Unidos, interiorizado nas suas personagens que, na sua maioria, viviam no condado imaginado de Yoknapatawpha. Descreve, muitas vezes em simultâneo, pontos de vista diversos e utiliza mudanças do tempo de narrativa, bem como diálogos interiores complexos, que transformam a sua escrita numa construção, pelo menos, desafiante.hhhjdhjkhdkhjdkakskadjkFaulkner em Paris. Foto de W. C. Odiorne
Foi galardoado com o Nobel em 1949 e com o National Book Award nos anos de 1951 (Collected Stories) e 1955 (Uma Fábula). Foi-lhe atribuído o Pulitzer em 1955 e novamente em 1962.
Faleceu em Byhalia, Mississipi, a 6 de Julho de 1962.
Entre outros títulos, Faulkner é conhecido por O Som e a Fúria, Na Minha Morte, Santuário, Luz de Agosto, Palmeiras Bravas, Absalão! Absalão! e Sol Poente.