se por acaso
enlaçarmos as mãos
os corpos
as almas
seremos realmente um só
ou seremos sempre dois
e eu
mesmo assim unido
pela incoerência de tudo que faço
e que deixo por fazer
serei um só
ou serei sempre mais que as minhas angustias
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sábado, 30 de agosto de 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
este lento mover do corpo
este lento mover do corpo
em pequenos círculos
girando sempre à volta do mesmo pedaço de nada
preso á desarmonia dos dias
que constantemente se afiguram como eternos
este cansaço
este desejo de nada fazer
de nada ser
de emergir sem esforço
por entre remoinhos de tanta coisa banal
tudo isto sou eu
sem necessariamente o ser
tudo isto é real e falso
um fluxo constante
que deixa em mim este estranho sabor
em pequenos círculos
girando sempre à volta do mesmo pedaço de nada
preso á desarmonia dos dias
que constantemente se afiguram como eternos
este cansaço
este desejo de nada fazer
de nada ser
de emergir sem esforço
por entre remoinhos de tanta coisa banal
tudo isto sou eu
sem necessariamente o ser
tudo isto é real e falso
um fluxo constante
que deixa em mim este estranho sabor
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Ausente
há no ar uma consciência
de ser parte ausente
ser parte do todo
ao mesmo tempo que se é parte de nada
de ser parte ausente
ser parte do todo
ao mesmo tempo que se é parte de nada
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