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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Sinais (outros)

o mais difícil para ti
será não entenderes
pois a árvore percebe
as palavras das suas folhas
e permite-lhes chuva e sol
no trajecto da concórdia

quando era menino
amava empoleirar-me
na ciência da árvore
e respirar o sol
como uma eternid
ade

fffffff

ffffffff

fffff

ffffff

ffffff

fffff

branqueava ali
o dia dos castigos
sabendo que a menina,
minha mãe,
me perdoava os silêncios
num gesto descomprometido
que imitava o mundo

antes da noite
as sombras jogavam palavras novas
com as folhas cansadas
e deixavam as mais aguerridas
para salpicar no fim
quase escuro

a mãe chamara há idos
o leite ficara num copo esquecido
o ralho descontrolaria os vizinhos cansados
o olhar bastava-me a um correntio tonto
Até amanhã!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sinais

1.
Vejo o vento no teu cabelo
mas deste só o odor a maresia.
Aperta-me o peito contra as ondas
e a espuma voltará
a construir castelos de fadas.

Sinto que sou um espaço
no teu caminho,
que te arrasto o rasto
no meu desejo de desenhar- te

um mapa de eternidade.


2.
Naquele dia em que te confundi
com as ramagens da acácia
lembrava-me de folhas infindas
num mar de sol
e só queria escutar-te o vento
entre os dedos que me abrias
de novo
como da primeira vez
em que o meu coração tempestou
um rebuliço na brisa
e eu só gritei.
Olá.