sexta-feira, 6 de junho de 2014
sábado, 21 de dezembro de 2013
cada vez mais perto do passado
cada vez mais perto do passado
os arrogantes nobres
de ar envaidecido e ensimesmado
dão esmola aos eternos pobres
o Natal é sempre uma boa época para alguns...
os arrogantes nobres
de ar envaidecido e ensimesmado
dão esmola aos eternos pobres
o Natal é sempre uma boa época para alguns...
domingo, 1 de dezembro de 2013
apenas as pedras e as arvores sabem amar
Se fossemos como as pedras
(que são) duras
resistentes à passagem do tempo
poderíamos amar-nos outra vez
apenas as pedras e as arvores sabem amar
(que são) duras
resistentes à passagem do tempo
poderíamos amar-nos outra vez
apenas as pedras e as arvores sabem amar
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
algumas palavras não rimam
algumas palavras não rimam
por acaso…
porque para as pessoas que importam
o mundo é pequeno
e o tempo curto
ao contrário
do que alguns acreditam e propagam
a algumas palavras falta-lhes a métrica
a noção estética do acaso
porque mesmo à distância
e no silêncio
tenho saudades de ti
na minha vida
apesar de estar convencido
que jamais voltaremos a falar
por acaso…
porque para as pessoas que importam
o mundo é pequeno
e o tempo curto
ao contrário
do que alguns acreditam e propagam
a algumas palavras falta-lhes a métrica
a noção estética do acaso
porque mesmo à distância
e no silêncio
tenho saudades de ti
na minha vida
apesar de estar convencido
que jamais voltaremos a falar
sábado, 12 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
codex seraphinianus

in the late 70s italian architect, illustrator and industrial designer luigi serafini made a book, an encyclopedia of unknown, parallel world. it’s about 360-380 pages. it is written in an unknown language, using an unknown alphabet. it took him 30 month to complete that masterpiece that many might call “the strangest book on earth”. codex seraphinianus is divided to 11 chapters and two parts - first one is about nature and the second one is about people.
http://the-dimka.livejournal.com/6645.html
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Lembrei-me de ti
Lembrei-me de ti
depois da combustão
- desse enorme incendio que nos afogou em suor.
Alguns dirão que é por seres
pouco mais que cinzas…
Lembrei-me de ti,
porque jamais te esqueço;
sou constantemente invadido pela textura da tua pele,
pelo sabor da tua ausência.
Alguns dirão que é por seres
pouco mais que cinzas…
depois da combustão
- desse enorme incendio que nos afogou em suor.
Alguns dirão que é por seres
pouco mais que cinzas…
Lembrei-me de ti,
porque jamais te esqueço;
sou constantemente invadido pela textura da tua pele,
pelo sabor da tua ausência.
Alguns dirão que é por seres
pouco mais que cinzas…
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Foram queimadas as rosas
Foram queimadas as rosas
Aquelas que guardavas
na eterna caixa
procurando manter a memória
que já ninguém quer
O teu nome ainda causa um enorme desconforto
Aquelas que guardavas
na eterna caixa
procurando manter a memória
que já ninguém quer
O teu nome ainda causa um enorme desconforto
domingo, 12 de maio de 2013
sexta-feira, 1 de junho de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
tenho em mãos a sobra de um cabelo louro;
louco como foste, sombra de regresso; sonho
o sonho que assim seja. não destrói a água
- torrente de mágoa - o que se disfarça em linha de futuro.
uma cigarra enganou-se e, como o acrescento,
disse que viveria cem anos; anos sem o rosto
que adubava o cabelo. não quero tê-lo. presságio
em demasia para uma ausência (tão fria).
domingo, 25 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Longe do coração
Deixei o coração no armário mais velho
onde vais sempre recuperar os frescos da primavera
e parti de encontro ao mundo, que um sobressalto
me clarificou em aviso: "deixa-te de poemas e volta ao cimento".
Não sei, agora, que uso tens dado à minha perda, mas
oiço, às vezes, como se no peito usasse um búzio,
que lhe tens contado histórias inquietas, tal como essa
de dizeres que a saudade enobrece, e a outra
que ninguém morre além de na memória dos queridos.
Gostava de acreditar nos teus lábios, mas
nenhuma imprudência acautela o retorno; fico
até que os dias partam ao mesmo tempo
(18.03.2012)
domingo, 11 de março de 2012
Procura..
Agora é vento o meu nome
e não me perguntes nos lugares antigos: fui,
vestido de tempestade, para longe do mar; deixei
os seixos arremessados às ondas,
os gritos das gaivotas, a irritação
do sol debruando a areia. Procura-me
no assobio dos moinhos, nas mãos do pão,
no silêncio com que
as árvores se despedem do dia.
(24.05.2010).
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
um dia fugido
e houve um dia,
completamente perdido num mês indefeso,
em que os olhos se me fizeram lágrimas
só de saber que, desde então,
a saudade era uma capa mais aderente
que a lembrança dos teus modos.
partiste a uma sexta e nem era treze
(infortúnio dos desencontros,
no mapa encomendado das conveniências)
e até a aurora tinha o cinzento
normalizado dos invernos frouxos
e os filhos dos vizinhos (àquela hora...)
soletravam os choros revoltados
dos dias comuns.
se ao menos
fugisses no vento de uma tempestade,
tu que sempre me faiscaste as noites sóbrias!
se ao menos
tivesses deixado o som dos teus lábios,
o doce dessa pele percorrida em desejo.
como um desânimo - afinal.
01/2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Si (como el griego afirma no Cratilo)
El nombre es arquetipo de la cosa,
En las letras de rosa está la rosa
Y todo el Nilo na palavra Nilo.
Y, hecho de consonantes y vocales,
Habrá un terrible Nombre, que la esencia
Cifre de Dios y que la Omnipotencia
Guarde en letras y sílabas cabales.
(...)
J. L. Borges, El Golem
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