Essa pergunta tem o som do Infinito:
conta, uma a um, os átomos das areias.
A resposta não a sei, nem a reflicto:
só balbucio incertezas, mas a meias.
É que
À hipótese, Criador, que eu decida
se, de verdade, queria mesmo nascer
Digo que gasto nela a inteira vida
e só além do fim vou responder.
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domingo, 31 de maio de 2009
sábado, 15 de novembro de 2008
2.
Quando me perguntas se a aurora
é constante
(querendo assim dizer que
a persistência te justifica o som)
só porque,
na idade que tens por tua,
te dá o esporádico medo da noite fria;
só porque,
se não adormeces no instante do desejo,
o devaneio apodera-se do escuro
que te envolve
(e é ele que decide - acrescentas)
- ...
quando o perguntas
(quanto o perguntas!)
queres uma resposta que não tenho.
é constante
(querendo assim dizer que
a persistência te justifica o som)
só porque,
na idade que tens por tua,
te dá o esporádico medo da noite fria;
só porque,
se não adormeces no instante do desejo,
o devaneio apodera-se do escuro
que te envolve
(e é ele que decide - acrescentas)
- ...
quando o perguntas
(quanto o perguntas!)
queres uma resposta que não tenho.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
1.
Perguntas se é possível reconstruir
a ALMA
com os escombros de um poema
- perguntas porque divisas luz
entre a poeira do asfalto (o ritmo
solene do indizível
que permite baixar o infinito
às nossas pequenas coisas)
Grato-te,
comovido de choros pretéritos,
gritante de alegrias vindoiras:
porque o perguntas.
a ALMA
com os escombros de um poema
- perguntas porque divisas luz
entre a poeira do asfalto (o ritmo
solene do indizível
que permite baixar o infinito
às nossas pequenas coisas)
Grato-te,
comovido de choros pretéritos,
gritante de alegrias vindoiras:
porque o perguntas.
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